Mudanças Climáticas: das super doenças à redução na eficácia de medicamentos
Um estudo científico publicado na revista Nature em janeiro de 2024 revelou que as mudanças no clima impactam diretamente na formação de doenças resistentes, como as superbactérias e medicamentos cada vez menos eficazes para os seres humanos.
Com eventos climáticos cada vez mais recorrentes e severos, o mundo vive uma ameaça crescente à saúde global, com a intensificação de doenças transmitidas por mosquitos, até mesmo o aumento da incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares, dentre outras.
Junto a este cenário, se soma também a redução na eficácia dos medicamentos aos seres humanos, criando um desafio adicional para a cadeia da saúde e seus sistemas.
Segundo um relatório publicado em 2022 pela OMS (Organização Mundial da Saúde), no ano de 2020 as infecções no sangue humano causadas pelas bactérias Neisseria gonorrhea, Escherichia coli e Salmonella resistentes a antibióticos, se tornaram pelo menos 15% mais comuns do que em 2017.
Veja abaixo, o impacto das mudanças climáticas no favorecimento de doenças:
Proliferação de doenças transmitidas por mosquitos: o aumento da temperatura e da precipitação favorecem a reprodução de mosquitos, vetores de doenças como dengue, zika, chikungunya e malária.
Aumento de doenças respiratórias: a poluição do ar intensificada pelas mudanças no clima pode agravar doenças como asma, bronquite e pneumonia.
Maior incidência de doenças cardiovasculares: as ondas de calor e eventos climáticos extremos podem levar à desidratação e aumento da pressão arterial, elevando o risco de infartos e AVCs.
Doenças transmitidas por alimentos e água: as alterações nos padrões climáticos podem aumentar a contaminação de alimentos e água, levando à proliferação de doenças como salmonela e cólera.
Adaptação de patógenos: O clima em mutação impulsiona a adaptação de patógenos, tornando-os mais resistentes a medicamentos e dificultando o tratamento de doenças.
Novas doenças: Mudanças nos ecossistemas e migrações de animais podem levar ao surgimento de novas doenças e à reemergência de doenças.
Junto ao surgimento de doenças mais resistentes, soma-se também a redução da eficácia dos medicamentos, que devido às frequentes oscilações nas temperaturas (ondas de calor e umidade), podem afetar diretamente a qualidade de medicamentos, reduzindo de forma significativa sua potência e eficácia no combate às doenças.
Destacamos abaixo, alguns pontos relacionados a redução na eficácia de medicamentos:
Interações medicamentosas: as mudanças nos padrões climáticos podem alterar o metabolismo dos medicamentos, aumentando o risco de interações medicamentosas e seus efeitos colaterais.
Maior resistência a medicamentos: as alterações nos patógenos devido às mudanças climáticas podem dificultar o tratamento de doenças, exigindo doses maiores de medicamentos ou o desenvolvimento de novas drogas, exigindo maior tempo de pesquisa.
Eventos climáticos extremos: Inundações, secas e tempestades danificam fábricas e indústrias, interrompendo a produção e dificultando a logística clínica e farmacêutica de produtos e insumos.
As mudanças climáticas representam uma grande ameaça à saúde global. Por isso, é urgente a atuação de órgãos internacionais, responsáveis pela tomada de medidas de proteção e colaboração mundial para a saúde pública. Além, de ações efetivas para mitigar as mudanças climáticas, fortalecendo os sistemas de saúde, com investimento em pesquisa, essenciais para a construção de um futuro mais resiliente e saudável.
Afinal, as ameaças globais como a resistência antimicrobiana, ultrapassam fronteiras, o que justifica a necessidade urgente de um acordo global para a saúde, semelhante aos acordos climáticos.
स्रोत
पर साझा करें:
साइन अप करें
लॉग इन करें
0 टिप्पणियाँ
सबसे ज़्यादा वोट वाला
नवीनतम
लेकिन पुराना
प्रतिक्रियाएँ इनलाइन
सभी टिप्पणियाँ देखें