Remédio produzido por IA entra em teste

Cada vez mais presente na vida das pessoas, a IA (inteligência artificial) tem promovido avanços importantes para muitas áreas da sociedade, incluindo o meio científico.

Ao que tudo indica, o ano de 2023 já é o mais expressivo para a promoção e inclusão da IA, que extrapolou o campo da “ciência e tecnologia” para ocupar um espaço significativo na sociedade. Nunca se falou tanto em inteligência artificial como nos últimos meses. 

Uma das mais recentes “revoluções” causadas pela IA está relacionada à saúde humana. Isso porque, o primeiro remédio feito por inteligência artificial foi testado em humanos.

Com o nome de NS018_055, o medicamento produzido por IA, tem potencial para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática, doença que reduz a capacidade do órgão de realizar trocas gasosas.

A produção do medicamento a partir do uso da inteligência artificial é resultado da parceria entre a empresa de biotecnologia Insilico Medicine, de Hong Kong, e a Nvidia, empresa especializada no desenvolvimento de componentes eletrônicos.

Segundo informações divulgadas, o investimento na criação de ferramentas de inteligência artificial chegou a casa de bilhões de dólares, com o objetivo de revolucionar o desenvolvimento de medicamentos. 

Como foi desenvolvido o medicamento?

A inteligência artificial foi usada em cada etapa do processo de produção do medicamento contra fibrose pulmonar idiopática.

Segundo a Insilico, a tecnologia auxiliou na identificação de moléculas que poderiam ser utilizadas, gerou novos compostos e até previu parte dos resultados.

No total, 12 medicamentos foram desenvolvidos a partir da IA, mas apenas três avançaram para a fase dos primeiros ensaios clínicos.

O NS018_055 é o primeiro a chegar a segunda fase, com testes em humanos.

IA: processo ágil e mais econômico

Com a promessa de reduzir consideravelmente o tempo e os custos com o desenvolvimento de medicamentos, a indústria farmacêutica está investindo alto em processos com inteligência artificial.

Um exemplo, é o próprio NS018_055, que levou menos de 18 meses para ser produzido. No processo padrão, sem o uso dessa tecnologia, este desenvolvimento leva cerca de 6 anos.

Os custos com o processo tradicional giram em torno de US$ 400 milhões, que equivale a cerca de R$ 1,9 bilhão. Estima-se que a inteligência artificial reduza os gastos, para algo em torno de US$ 40 milhões, ou R$ 194 milhões.

E os avanços da IA na medicina não param por aí, pois a tecnologia já foi utilizada para desenvolver um novo antibiótico contra bactérias resistentes. Neste caso, o medicamento ainda não entrou na fase de pesquisa clínica, pois são necessários os primeiros testes realizados em animais, antes do uso em humanos.

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